Senac Alagoas e Sesau promovem Oficina voltada às mães e cuidadores de crianças autistas
Celebrado no dia 2 de abril, o Dia de Conscientização sobre o Autismo é uma oportunidade para falar sobre as…
Ascom - Senac/AL

Celebrado no dia 2 de abril, o Dia de Conscientização sobre o Autismo é uma oportunidade para falar sobre as características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e combater os preconceitos que as pessoas neurodivergentes enfrentam diariamente. Entre as particularidades das pessoas com TEA, há uma grande porcentagem de crianças autistas que desenvolvem distúrbios gastrointestinais. Por isso, o Senac Alagoas e a Sesau (Secretaria de Estado da Saúde) firmaram uma parceria para promover, no período de 3 a 5 de abril, no Centro de Gastronomia da escola de educação profissional, a Oficina de Culinária para Cuidadores de Crianças com Transtorno do Espectro Autista.
Segundo Ana Carolina Vieira, supervisora de Cuidados à Pessoa com Deficiência, “mais de 90% das nossas crianças têm problemas intestinais, então decidimos oferecer essa Oficina para que as mães e cuidadores entendam melhor essa questão e consigam oferecer uma alimentação saudável aos seus filhos de forma acessível”.
Para Polianny Gusmão, instrutora do Senac Alagoas responsável pelo curso, “as mães nutrem os filhos, então elas precisam entender as especificidades de cada alimento e como eles agem no nosso corpo. Informar a família sobre isso é primordial para que possamos acolher essas crianças da forma correta, dentro das condições de cada um”.
Ângela Fonseca é auxiliar de sala em uma turma de educação especial e afirmou que é preciso ouvir melhor as crianças. “Na maioria das vezes, a própria família não entende as necessidades dos pequenos. Alguns não gostam de certo alimento por causa da cor ou da textura, então a oficina é muito importante para que possamos aprender a adaptar essa alimentação”, disse Ângela. Já Yolanda Nascimento, merendeira e mãe de uma criança autista, “há muita rejeição por parte da sociedade. Já saí chorando de alguns lugares por ver o preconceito contra meu filho e, como mãe, é como se tivessem nos agredindo também. Por essa razão, é fundamental falar sobre o TEA e conscientizar a população para que possamos promover ambientes acolhedores a todos”, concluiu ela.
